Le weekend

Ainda dói, mas com o tempo estou aprendendo a não me importar com ele. A noite de ontem pra hoje foi ótima, conheci alguém interessante e fui paquerado por dois caras; um deles poderia ser o príncipe encantado de qualquer menininha por aí. Eu me senti lindo e querido, não só por eles, mas principalmente pelos meus amigos, que me fizeram sentir extremamente confortável em lugares completamente estranhos. Pela primeira vez, creio que tenho um grupo confiável de amigos no meio gay.

Ontem nós fomos à casa de Raissa, uma das minhas melhores amigas, e nós dois passamos um bom tempo conversando, o que foi muito bom pra ambos. Eu falei sobre o meu “ele”, ela falou sobre os “eles” dela e nós pusemos o assunto em dia (a última vez em que nós havíamos nos encontrado foi há meses). Ela estava sem dormir há três dias, então eu a deixei adormecer e fui à cobertura do prédio dela onde tava todo o pessoal. Foi extremamente divertido: Agatha falou besteira, Kuat cantou em francês, Belinha deitou no meu colo e eu vi gente que há tempos não via. É sempre bom sair e esquecer dos seus problemas pessoais pra entrar na vibração positiva dos outros. Apesar de que eu fiquei ainda mais doente com o vento frio que peguei lá em cima.

Quando Ariadne, também uma das minhas melhores amigas, chegou, nós já estávamos indo embora, mas não pra casa: fomos ainda a uns bares perto da orla da cidade e eu ri feito um idiota. É incrível como eu consigo mudar tão rápido de sério e indiferente às pessoas a infantil e comediante. E, ao contrário do que parece, isso não é nada ruim. O que eu aprendi ontem e hoje é que é impossível ser querido por todos, óbvio, mas você não precisa ser rodeado por aquelas pessoas que odeiam você ou simplesmente o ignoram. E eu estou aprendendo também a ter de novo a auto-estima que me roubaram.

Eu sei que esse post foi o mais “querido diário” de todos até agora, e prometo que não escreverei coisas assim com freqüência. No mais, um ótimo domingo pra quem lê. Abraços.

~ por ramondemon em Julho 13, 2008.

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